Número de fumantes no Brasil cai 30,7% em nove anos
Em 2006, 15,6% dos brasileiros declaravam consumir o produto
O número de fumantes caiu 30,7% no país nos últimos nove anos, anunciou o Ministério da Saúde na manhã desta quinta-feira (28), em Brasília. Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014 indicam que 10,8% dos brasileiros mantêm o hábito de fumar. O índice é maior entre os homens - 12,8% contra 9% entre as mulheres.
Ainda de acordo com o estudo, a faixa etária que mais consome cigarros é de pessoas entre 45 e 54 anos (13,2%). A que menos faz uso deles é a que vai dos 18 aos 24 anos (7,8%). A experimentação entre adolescentes de 13 a 15 anos caiu de 24,2%, em 2009, para 19,6%, em 2012.
O governo tem como meta chegar a 9,1% de fumantes no país até 2020. Em 2013 e 2014, foram gastos R$ 41 milhões para a compra de medicamentos utilizados no tratamento contra o tabagismo.
Segundo o Ministério da Saúde, o consumo de cigarro é responsável por 200 mil mortes todos os anos no Brasil - 25% delas por angina e infarto do miocárdio, 45% por infarto agudo do miocárdio (abaixo de 65 anos) e 85% das mortes por bronquite e enfisema pulmonar. O hábito também responde por 90% dos casos de câncer de pulmão no país, sendo que, entre o restante, um terço é fumante passivo. Esse tipo de tumor é considerado o mais letal e umas das principais causas de morte no Brasil.
Em Belo Horizonte, o Hospital da Polícia Militar (HPM) desenvolve o Programa de Cessação de Tabagismo. O tratamento segue os manuais fornecidos pelo Ministério da Saúde e, além de palestra motivacional e consulta médica individual com pneumologista, são organizadas sessões de grupo.
Em vigor desde 2008, a iniciativa corresponde a um tratamento multidisciplinar, destinado aos usuários fumantes do sistema de saúde da PMMG/BMMG. Se você tem interesse em participar do Programa de Cessação de Tabagismo, fique atento às nossas publicações. Sempre que são abertas novas turmas, fazemos a divulgação. A demanda é livre e não há necessidade de encaminhamento ou pedido médico.
Com informações: Agência Saúde